Esboço pregação – João 5.1-15

João 5.1-15

A maioria das cidades tem seu lugar de aflição. Um local onde pessoas se livram de um ente querido que lhes são um peso; que lhes são difíceis financeiramente, socialmente. Mas, era um lugar de esperança.

O tanque de Betesda era um destes lugares. A medicina era cara e pouco eficaz. O tanque, cujo nome sig. casa de misericórdia, era, na verdade, um ajuntamento de muitas pessoas largadas à própria sorte. Podemos assim pensar, pois o tanque duplo ficava a uns 35 metros da superfície. Era um local grande e lá a turma dos doentes, incapacitados ficavam. A maioria não conseguiria chegar ao tanque sem ajuda. Talvez, alguns parentes os deixavam lá na esperança do milagre propagado. Traziam comida e alguns até sentavam ao lado esperando as águas se moverem. Outros tinham que contar com a misericórdia de pessoas bondosas para alimento… Mas, a maioria do povo não se importava com a situação. Betesda era um lugar de descarrego.

Temos ao nosso redor vários similares do tanque de Betesda.

Os sinais ou milagres no Ev. de João têm um propósito apologético à nação de Israel. Eles testemunham a divindade de Cristo. Comprovam que Jesus é o Messias esperado e prometido no AT. Os judeus, por causa de sua cosmovisão, buscam sinais para fundamentar sua crença.

Por que João selecionou este milagre? Por que o colocou imediatamente após a cura do filho do oficial romano em Cafarnaum? Demonstrar que Jesus era Deus. Pode curar à distância. Pode curar a quem não lhe conhece e não lhe pede.

Jesus, no ato de salvação, demonstra Sua divindade ao curar um paralítico.

Max Gallo: “A desgraça faz das pessoas o que ela são.”

Pensemos em: José; Pedro; Sansão. Como eles reagiram diante das desgraças?

A atitude de Cristo revela 5 atributos que comprovam a sua divindade:

1º – Jesus agiu através da Sua misericórdia. 5.3-5 (Pv 24.10-12)

O que acontecia no local era milagre angelical? Era superstição? Falsa fé.

Era uma fonte termal e mineral, portanto com propriedades terapêuticas.

2ª – Jesus agiu através da Sua Soberania. 5.3-7

O verso 3 diz que havia muitos doentes. Jesus cura só um. Por quê?

3ª – Jesus agiu através da Sua Providência. 5.3-7

Por que só o homem paralítico foi curado?

Providência de Deus: seção II da Confissão de Fé de Westminster

“Ainda que, em relação à presciência e decreto de Deus, que é a causa primeira, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, todavia, pela providência, ele ordena que elas sucedam segundo a natureza das causas secundárias, necessária, livre ou contingentemente.”

Seção III

“Deus, em Sua providência ordinária, faz uso de meios, todavia é livre para operar sem eles, sobre eles e contra eles, como LHE apraz.”

Como vemos a providência: O homem pecou e isto resultou na paralisia. As pessoas pecam e poucos são acometidos de enfermidades. A crendice popular levou o homem a buscar a cura no tanque. Suas chances eram poucas. Por que Jesus se dirigiu ao homem naquele momento e não antes?

4º – Jesus agiu através da Sua Onipotência. 5.8,9

O homem não sabia que quem lhe falava era Jesus. Talvez, não soubesse quem era Jesus. Jesus curou sem que o cidadão Lhe pedisse.

5º – Jesus agiu através do Seu poder de perdoar pecados. 5.10-15

A salvação foi comunicada após a cura. Jesus operou os dois milagres na vida do homem. João narra o contraste entre a atitude de Jesus e a atitude religiosa dos líderes judaicos.

- atitude de intolerância e zelo cego, pois não se guiam pela Lei de Deus e, sim pelas tradições da religião – orientações ensinadas pelos rabinos. Mas, um deles chegou a afirmar: “Se um profeta te mandar fazer algo e isto quebre uma lei – faças, desde que não seja idolatria.”

O homem concluiu corretamente: o “quem” me curou tem poder, então devo obedecer a sua ordem de pegar o leito e ir para casa.

O verso 15 não é uma atitude de ingratidão, nem de delação. O homem não sabia das más intenções dos líderes. Creio que foi relatar com o objetivo de ajudar ou promover Jesus.

Não salvaremos todos. Não curaremos todos. Temos que nos importar com todos.

Sobre admin

Egon Paulitsch. Nasci em Ponta Grossa - Paraná. Formação: Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida - SP. Membro da Igreja Ev. dos Irmãos de Coqueiro em Ananindeua - Pará. Vanete Monteiro Paulitsch - Nasci em Belém - Pará. Formação: Magistério; auxiliar de Enfermagem e Licenciatura em Teologia com especialização em educação cristã - Seminário Bíblico Graça - Belém.
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