Crônicas proverbianas – Provérbios 10.1; 17.21,25

Pai, Presente!

Pai é uma figurinha carimbada em Provérbios. Não por ser difícil de encontrar referências, pois há muitas. É pelo fato de ser uma personagem de destaque nos escritos salomônicos. Por ser, também, uma pessoa ímpar com uma missão ímpar à família e à sociedade.

Tenho dois ângulos por onde olhar: O meu pai e eu como pai. Ambos podem ser crivados pela peneira do pai proverbiano que é um homem presente na vida do filho. É fácil fazer uma lista de falhas e erros do meu pai. Difícil é fazer a minha lista como pai. Relembro que meu pai se preocupa com a vida e o caráter do seus rebentos. Mas, não era um pai presente.  Queria dar o melhor, por isso, sua presença era mais no trabalho. Não me ensinou a fazer pipa, nem a jogar bola. Foi pai presente para me ensinar a dirigir. Também, para ensinar do seu ofício. Na doença estava lá, presente. Continuo pensando no pai proverbiano que se apresenta e não se ausenta nos momentos de formação. Anda lado-a-lado. Conhece a realidade do pecado. Alerta o filho. Sei que não afundei no esgoto espiritual e social por causa da orientação do velho pai. Na balança, meu velho pai tem um peso considerável..

O peso sobre mim é maior, pois tive mais informação sobre ser pai. Hoje, com minhas filhas longe do ninho, fico a refletir sobre o tempo presente com elas. Certamente, elas têm uma lista de falhas e erros que cometi. O pai proverbiano é criativo no ensino. Aqui dou a mão à palmatória. Tentei, como a maioria dos pais dar-lhes o melhor; fazer-lhes o melhor e fazê-las melhor; ensiná-las a sabedoria e dar-lhes parâmetros da prudência para guiar seus pensamentos e posturas. Provérbios não apresenta a opinião do filho, mas indica os resultados negativos na vida dos pais (10.1; 17.21,25) e positivos de se escutar, obedecer e orientar-se pelos conselhos do pai (10.1; 13.1). Assim, posso dizer que aprendi a dar crédito ao meu velho pai.

No exercício da educação fui a cada dia confrontado com o meu passado. Como num filme me via na pele de meu pai e, minhas filhas, na minha. O velho conflito de gerações continuava presente. Eu, porém, sabia e queria responder: “presente” quando me chamassem. Ser e estar presente em suas vidas. Não queria me ausentar de seus problemas, perguntas e ponderações. Inevitavelmente, os “por que não?” foram presentes.

Estar presente é um desafio. Presente nas refeições; nas provas da escola; nas decisões de curso; nas paixões que explodem; nas frustrações do amor não correspondido.

Estar presente é um alvo. Um objetivo oculto que se cultiva a vida toda.

Estar presente é uma promissória. Assinada com as palavras, gestos e caráter.

Estar presente é um desejo. Este não falado e nem escrito, mas abrigado no coração que pastoreou a vida do filho. É a projeção do testemunho que o filho dará aos seus filhos acerca de seu avô. É, entretanto, um propósito – que o filho testifique que seu pai foi um presente presente de Deus para sua vida.

Sobre admin

Egon Paulitsch. Nasci em Ponta Grossa - Paraná. Formação: Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida - SP. Membro da Igreja Ev. dos Irmãos de Coqueiro em Ananindeua - Pará. Vanete Monteiro Paulitsch - Nasci em Belém - Pará. Formação: Magistério; auxiliar de Enfermagem e Licenciatura em Teologia com especialização em educação cristã - Seminário Bíblico Graça - Belém.
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